segunda-feira, 20 de julho de 2009

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Vou-me... Pensando desesperadamente em voltar.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

PRECISO...

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...urgentemente comprar CD’S!
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

1987 bombou!


Adoro essas listas que aparecem na rede! Fico pensando o que leva essas pessoas ao árduo trabalho de pesquisar, montar o site, colocar os links... E nesse caso, não é qualquer lista não! São as 100 mais dos últimos 100 anos!!! Tem noção do que é isso? Cem músicas para cada um dos cem anos. Fiquei espantado: com o site(mas tudo bem...) e a lista!

Mas o melhor não é isso. A graça está em saber o que tocava no ano em que você nasceu! É muito bom.

Clicando no meu ano de nascimento, percebo o quão importante ele foi para a música brasileira e internacional. São tantos sucessos, muitos dos quais não poderíamos viver sem. Tipo, “O amor e poder” de Rosana. Quem não se lembra dessa! E o que seria de nós, sem “Pinga ni mim”, de Sérgio Reis e “Vá com Deus”, na voz de Roberta Miranda (Essa é muito boa! Sério!). Para fazer a festa das coletâneas de Love Songs de hoje o White Snakes lançava “Is this Love” - muitas criancinhas foram feitas ao som dessa música. E “La Bamba”! Quem nunca dançou que atire a primeira pedra.

Ah! Eu pergunto: O que seria de nós!?

A década de 80 foi bastante produtiva. Aliás, produtiva até demais. Clássicos foram lançados, artistas fizeram seu debut e consolidaram suas carreiras nessa mesma década, mas em contrapartida muita coisa ruim foi feita! Enfim... Uma década efervescente(adoro esse adjetivo!).

E brincadeiras à parte, Tia Madonna lançou “Open your heart”, “La isla bonita”. George Michael lançou “I want sex” e Michael Jackson quebrava paredes e arrancava grades de velhos estacionamentos ao som de “Bad”! Lembram do clipe?

Por aqui, o Titãs ainda era uma banda boa de Rock e pôs para tocar “AAUU” e “Homem Primata” do excelente Cabeça Dinossauro. E a Kátia Flávia, aquela do Fausto Fawcett... Aquela louraça Satanás, gostosona e provocante, que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas... Ela já se escondia em Copacabana.rs! Elis acompanhava Adoniran Barbosa em “Tiro ao Álvaro”, Cazuza mostrava a delicadeza de “Codinome Beija-Flor” e a Legião Urbana tocava Faroeste Caboclo. Confesso que não sou muito de Legião, mas respeito e reconheço (claro!) o sucesso da banda.

Fico feliz em saber que, além do meu nascimento, outras coisas importantes(rs!) estavam sendo feitas e produzidas, principalmente em relação à música. Há quem não goste do que eu citei - ou pelo menos finge que não gosta. Mas quem nasceu nessa época, mesmo que tenha vivido um pouquinho nela como eu, tem um “Q” de nostalgia a mais e adora celebrar cantando Wando, com muito fogo e paixão!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dessas coisas que não se explicam

Quem mora na cidade de Belo Horizonte, carinhosamente apelidada por nós, de roça grande, sabe muito bem o porquê dessa alcunha. Se você tem parentes no interior vai entender melhor. Já viu que todo mundo nesses lugares se conhece? Que sempre existe um parentesco entre eles, mesmo que seja do tipo: primo-do tio-do avô?

BH é assim! Claro que não exatamente em laços co-sanguíneos. Porém, sempre haverá alguém que lhe conhece e que conhece aquela amiga do namorado de fulano que também é seu amigo.

Onde quero chegar com isso? Calma aí!

Não sou muito regular com o meu horário de chegar ao trabalho(não me orgulho disso, viu?) e quando me atraso um pouco mais para pegar o ônibus, deparo-me, quase sempre, com uma personagem, digamos, excêntrica.

Sempre de cara fechada, não sei se é porque só o vejo de manhã, ele pega o ônibus com a mesma cara blasé, sempre vestido com roupas escuras, como se não quisesse ser percebido por ninguém(mal sabe ele que acontece o contrário). Às vezes ou na maioria das vezes, fica em pé. Já até sentou ao meu lado, mas com o olhar sempre em um ponto fixo, longe dali. Parece não se permitir olhar pro lado(pode ser só impressão minha).

Até então, nada demais. Tinha minhas impressões - não as confundam com julgamentos, por favor. É que pessoas assim, me despertam um certo fascínio. Dá vontade de desvendá-las, de sair perguntando sobre sua vida, de saber das angústias...

Mas e quando você fica sabendo que essa pessoa já beijou o seu namorado? Putz! Não podia ser qualquer outra pessoa. Tinha que ser logo o cara do ônibus. Em um primeiro momento, a coisa muda totalmente de figura. Você começa a enxergar a pessoa como uma possível ameaça(coisa de gente louca isso!), e o que era fascínio se torna quase repulsa. Começa a pesquisar sobre a pessoa e encontra blogs, twitter, flickr e etc...

Claro! Depois de algumas indiretas, diga-se de passagem, bem diretas, para o amado, você percebe que não houve nada além daquilo. Que não passou de uma noite, enfim... Mas o circo já está armado. A curiosidade já foi aguçada. E como eu não morro com ela, prefiro matá-la a cajadadas.

Depois de ver todas as fotos(até que tem bons olhos), paro nos textos. E surpresa... Não é que ele escreve bem e que toda aquela impressão que tive anteriormente se concretiza com a leitura! Fiquei pasmo! Ele é mais ou menos o que eu acreditava que ele fosse. O sentimento de ameaça, num súbito, se tornou “admiração”. Li todo o blog, acho. Um deles. E o que antes era uma caça do que aconteceu aquela noite(que parece não ter tido a menor importância), virou entretenimento.

Vai entender... Acho até que ele escreveu sobre mim! Adoraria a confirmação disso.rs

Amor mais que discreto

Talvez haja entre nós o mais total interdito
Mas você é bonito o bastante
Complexo o bastante
Bom o bastante
Pra tornar-se ao menos por um instante
O amante do amante
Que antes de te conhecer
Eu não cheguei a ser

Eu sou um velho
Mas somos dois meninos
Nossos destinos são mutuamente interessantes
Um instante, alguns instantes
O grande espelho

E aí a minha vida ia fazer mais sentido
E a sua talvez mais que a minha,
Talvez bem mais que a minha
Os livros, filmes, filhos ganhariam colorido
Se um dia afinal eu chegasse a ver que você vinha
E isso é tanto que pinta no meu canto
Mas pode dispensar a fantasia
O sonho em branco e preto
Amor mais que discreto
Que é já uma alegria

Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu agora, seu antes, seu depois
Sem ser remotamente
Se quer imaginadoSe quer imaginado
Se quer
Por qualquer de nós dois

*Composição de Caetano Veloso

Sobre o meu 1º dia dos Namorados!


Tá! Confesso que tenho uma mania(inconsciente) de “glamourizar” tudo e criar uma expectativa tão grande em cima daquilo que ao final das contas chego a me decepcionar. Não que eu tenha me decepcionado, mas não foi como imaginei.

O dia 12 foi comum. Ficamos juntos todo o tempo e a noite, como outro dia qualquer, saímos, jogamos conversa fora, falamos da vida, relembramos momentos da infância, situações engraçadas, mas tudo isso em companhia de nada mais, nada menos do que minha sogra e cunhada! Sim! Meu Valentine’s Day foi ao lado da minha hilária e querida sogra! Não estou fazendo média, não (afinal nem sei se ele lê o meu blog). Foi interessante. Ela, minha sogra, tem um senso de humor e crítico únicos.

Por mais que isso possa parecer estranho, juro que não me incomodei com a situação. Como eu não em importo com formalidades, não esperava um convite para jantar num restaurante chique, declarações de amor eterno(acho uma baranguice!), enfim... Talvez não tenha sido um dia tão comum assim. Eu diria que foi... inusitado.

Fomos embora, dormimos juntinhos, acordamos, tomamos café na cama, passamos o dia 13 juntos novamente... Foi liiiiiindo!

Não foi como imaginei. Foi muito melhor!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Desabafo nº 4

Eu tentei (juro!) não falar nisso, mas foi mais forte que eu.
Pela 1º vez, em toda a minha vida, e eu disse: EM TODA MINHA VIDA, terei um Dia dos Namorados.

Tudo bem que acabei de completar 22 anos e que não vivi muito coisa. Mas tive poucas paixões, umas quatro talvez. Não sou daqueles que namora cinco por ano e que considera uma semana de convivência um namoro.

Ta dando pra entender? Eu explico!

Eu cresci no tempo em que ficar já era moda (e eu já abusei dessa moda. Mas ficar é ficar, não é? Nada de relacionamento sério!) e que namoros vêm e vão à mesma velocidade em que você baixa filmes pela internet. Sim! Vocês hão de convir comigo que é assim! A coisa banalizou tanto que não precisa ter intimidade, envolvimento, seja lá o que for para namorar alguém. Gostou, leva!

Podem me chamar de moralista, antiquado, blá, blá, blá. Mas para mim as coisas não funcionam assim. Tem que ter o algo a mais. É preciso agradar aos olhos e preencher a mente.

Parecia ebó(rs)! Os meus antigos namoros, ou começaram depois do mês de junho, ou terminaram antes que ele chegasse. Cruzes! Começava achar que o problema era comigo. Parecia uma crise do mês de junho. Acho que dá última vez, em 2008, eu até esperava por isso. E não deu outra: o mês de maio chegou e o namoro foi por água abaixo.

Enfim... A questão é que finalmente, tenho o prazer de planejar algo a dois, só nosso. Isso é importante, faz falta.
Não sou do tipo caçador, como disse o Klero, na ótima série que está rolando no seu blog.

Muitos vão dizer que isso é uma tremenda bobeira, que é uma data comercial feita para que nós, meros mortais apaixonados, gastemos todo nosso dinheiro. Para uns funciona assim!

Comigo é diferente.

Não quero entupir ninguém de presentes e falar “eu te amo” inadvertidamente durante todo o dia 12 (acho isso um porre! Eu te amo não é bom-dia, e eu concordo). Quero é ficar com cara de bobo, quero o olho no olho, os beijos apaixonados, os abraços apertados, jogar conversa fora, deitar juntinho e dormi de conchinha(rs).

Quem não quer isso!? Agora eu vou ter!

PS: O sorriso não saiu nem um minuto do rosto enquanto escrevia esse texto. Só de pensar naquele rostinho lindo já me faz bem!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que livro sou eu?

Como já disse no post anterior, fuçar blogs tem sido o melhor passatempo. Tenho lido ótimas coisas e descoberto outras interessantes, como o teste: "Que livro nacional é você?", nesse espaço bacana.

Confesso que a descrição está muito próxima deste que vos fala, principalmente na parte que diz respeito ao sentimento de exclusão e/ ou solidão. Talvez escreva sobre isso! Talvez...

"O vampiro de Curitiba", de Dalton Trevisan

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.

Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.

Já quero ler!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Então...

Para se ter um blog basta ter vontade. E isso não é difícil de perceber haja vista a imensidão dos que já existem e daqueles que são criados todos os dias. De todos os assuntos, interessantes ou não; cores, nomes, criativos e outros nem tanto.

O interessante é constatar que as pessoas descobriram que essa ferramenta abre caminhos para ser ouvido e para ter olhos interessados em opiniões compromissadas apenas com o pensamento dos seus donos, em uma rede que, simplesmente, tem um alcance mundial. Sim! Isso é óbvio. Mas quando penso nisso a sensação de liberdade vem à tona.

Isso! Liberdade de expressão em um país que os grandes grupos de comunicação veiculam o que querem e tratam o seu espectador como meros espectadores, alienados, acéfalos. Mas não vou falar sobre isso.

O que me fez voltar a escrever aqui (não que eu tenha largado o blog de mão, só não sentia vontade de escrever de novo) é exatamente a leitura de outros blogs. Poucas coisas me emocionaram, comoveram. Porém, alguns poucos conseguiram arrancar gargalhadas (daquelas que fazem sair lágrimas dos olhos) e me fizeram refletir sobre situações, que por acaso fazem parte do meu cotidiano. De política até aqueles de estórias de loucas travestis – que por sinal são muito bem contadas – fica fácil perceber como alguns desses conseguem ter um público tão fiel.

Acredito que o meu não desperte tanta vontade de ler (eu precisava assumir isso), não tenho um layout muito bacana, as histórias não são muito interessantes. Não tenho vontade de montar um diário online para que todos leiam e dêem (isso mesmo, com circunflexo. Ainda uso a norma antiga!) suas opiniões sobre uma vida que nem fazem idéia de quem seja. Como não tenho um período de certo entre uma postagem e outra, não escolhi um só tema para tratar.

Enfim... Não sei do que se trata meu blog. Só sei que é bom ter um!

E como já disse outras vezes, sempre reverenciarei a criatividade do brasileiro. Os blogs só me fazem, cada vez mais, reafirmar isso.

PS: Post para voltar a ter vontade de escrever.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor

Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for

Há que fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador

É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista!
Para viver um grande amor

Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor

E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor

É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer “baixo” seu a amada sente
E esfria um pouco o amor

Há que ser bem cortês, sem cortesia
Doce e conciliador, sem covardia
Saber ganhar dinheiro, com poesia
Não ser um ganhador

Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!

Vinícius de Moraes

*Para esse alguém que me faz feliz.