sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre Nana


[...]Recordo um amor que perdi
Ele ri

Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos[...]

Faz um tempo, mas foi por causa dos belos versos acima de Resposta ao tempo de Aldir Blanc e Cristovão Bastos que hoje não resisto a uma certa voz. Já falei no blog sobre a minha predileção por vozes femininas e, talvez, por isso ela tenha me conquistado tão facilmente. Já disse também que os meus 21 anos não permitem conhecer muita coisa, então, vira e mexe vou me surpreendendo com algumas coisas que me aparecem.

A tal bela voz é de uma notável e emocionante intérprete: Nana Caymmi.

Não me atrevo a falar de suas raízes, afinal filha de quem é, não podia ser diferente.

O canto é grave, poderoso, inigualável. As músicas se modificam na sua voz, tomam o seu real sentido, o sentimento é trazido todo à tona. Se é para sofrer, sofremos, então! Se é para amar, se apaixonar, ela te chama para isso, entende?

Nana Caymmi imprime uma identidade própria à música, ela a toma para si e haja emoção!

Ouçam sempre! Se embriaguem com Nana. Vale muito a pena!

1 comentários:

Maísa Capobiango disse...

"Batidas na porta da frente... é o tempo". Aos 10 anos, eu já me emocionava ouvindo a Nana. Não há como resistir. Tenta achar, depois, ela cantando "Saudade". É simplesmente linda. A primeira que me tocou. É mais ou menos assim: "Sinto saudade e tristeza bem dentro de mim... coisas passadas, já mortas, que tiveram fim". Save a família Caymmi!