Te miro y me digo:
quien quiera que seas,
¿de dónde has salido?
Lo quiero todo, y tengo muy claro que no
te voy a entender
más que en parte.
Me importa mucho más
verte vibrar, así,
que descifrarte
Quien quiera que seas - Jorge Drexler
Quem quer que sejas, de onde terás saído?
Ainda me pergunto isso, acredita?
Aquele domingo foi um desses dias em que você não espera que nada de interessante aconteça. Eu estava lá, sem muito querer, a fim de fugir do marasmo e da depressão que os domingos me causam.
A música era boa, até hoje me lembro, me animava, fazia com que eu esquecesse um pouco os problemas e pensasse nas coisas boas que o mundo reservava para mim. E em meio a esse devaneio, seu rosto sisudo se destacava. Naquela hora, meus pés se firmaram no chão novamente e eu só pensava numa forma de me aproximar de você.
Passei a encarar como um desafio. Precisava conversar contigo, saber seu nome, beijar-te, talvez. Mas o que falar? O que fazer? É... Recordo-me que um elogio foi o bastante para quebrar toda aquela marra. Descobri que tudo aquilo era uma defesa. Recordo-me também, que quase esqueci de pegar seu telefone! Eu me enforcaria em arrependimentos, tenha certeza.
É bem verdade que, por um momento, pensei que ter pegado seu telefone de nada adiantou. Mas, como naquele domingo, você conseguiu me surpreender, aceitando meu convite. Nossa! Perdi o chão...
Bela tarde aquela...
Hoje, me contento com os SMS’s que envio, esperando sempre uma resposta com aquele seu “Ótima noite”.
Encontrar contigo de novo será difícil, eu sei. Os idiomas tomam todo seu tempo, não é?
Ah... Quem quer que sejas, saiba que foi um prazer!

