sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Foi um prazer

Te miro y pienso,
Te miro y me digo:
quien quiera que seas,
¿de dónde has salido?
Lo quiero todo, y tengo muy claro que no
te voy a entender
más que en parte.
Me importa mucho más
verte vibrar, así,
que descifrarte


Quien quiera que seas - Jorge Drexler

Quem quer que sejas, de onde terás saído?
Ainda me pergunto isso, acredita?

Aquele domingo foi um desses dias em que você não espera que nada de interessante aconteça. Eu estava lá, sem muito querer, a fim de fugir do marasmo e da depressão que os domingos me causam.

A música era boa, até hoje me lembro, me animava, fazia com que eu esquecesse um pouco os problemas e pensasse nas coisas boas que o mundo reservava para mim. E em meio a esse devaneio, seu rosto sisudo se destacava. Naquela hora, meus pés se firmaram no chão novamente e eu só pensava numa forma de me aproximar de você.

Passei a encarar como um desafio. Precisava conversar contigo, saber seu nome, beijar-te, talvez. Mas o que falar? O que fazer? É... Recordo-me que um elogio foi o bastante para quebrar toda aquela marra. Descobri que tudo aquilo era uma defesa. Recordo-me também, que quase esqueci de pegar seu telefone! Eu me enforcaria em arrependimentos, tenha certeza.

É bem verdade que, por um momento, pensei que ter pegado seu telefone de nada adiantou. Mas, como naquele domingo, você conseguiu me surpreender, aceitando meu convite. Nossa! Perdi o chão...
Bela tarde aquela...

Hoje, me contento com os SMS’s que envio, esperando sempre uma resposta com aquele seu “Ótima noite”.

Encontrar contigo de novo será difícil, eu sei. Os idiomas tomam todo seu tempo, não é?

Ah... Quem quer que sejas, saiba que foi um prazer!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Olha o que a tal da Amizade pode fazer


Eu já estou com o pé na estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

Nada será como antes
Composta por Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos

Resolvi postar sobre o Clube da Esquina, não pela sua importância na música brasileira e mundial, belas composições e etc... Quem sou eu para querer dissertar sobre o assunto. Mas sim, sobre o que me deixa mais feliz e me impulsiona nessa longa estrada da vida: A Amizade.

E pensar que o Clube surgiu único e exclusivamente por causa dela.

A exposição no Palácio das Artes em comemoração aos 30 anos do Clube, que terminou ontem, dia 20 de janeiro, mostrou bem o que esse sentimento grandioso pode fazer. Um vídeo que estava sendo exibido mostrava toda a trajetória de Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Fernando Brant, Wagner Tiso e companhia. E o que me chamou atenção é que fazer música para eles era só uma extensão daquilo que já existia, a tal da amizade. E cá entre nós, era muito talento junto e privar-nos disso seria uma injustiça. E, realmente, depois do Clube da Esquina a música brasileira nunca mais foi a mesma.

E há quem diga que não se precisa de amigos... Pode um negócio desse?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novidades são sempre bem-vindas


Acredito que o Cosmo, este ano, está conspirando ao meu favor (Amém!). As mudanças têm sido para melhor, e a sorte tem batido a minha porta.
Adoro ouvir rádio, seja pelo jornalismo, seja pela música. Quando quero ouvir coisa boa ou artistas que dificilmente tocariam naquelas mais populares, sempre ouço Inconfidência, Guarani, Alvorada e agora a Oi.
A última, particularmente, me atrai muito pelos programas que produz. E num dia desses, ouvindo pela internet, vi uma promoção do “Rádio Café” para concorrer a CD’s de novos cantores de música latina. E não é que eu ganhei! Não me recordo a frase que escrevi. Mas tudo bem...
Essa introdução toda foi só para vocês entenderam o porquê de falar dessa negra maravilhosa de nome Buika, dotada de uma beleza e uma voz esplêndida. Eu prometo postar alguma coisa sobre as minhas impressões a respeito do CD dela, que consegui ouvir uma vez, somente. Eu ganhei três CD’s: Jorge Drexler (que eu já conhecia e por sinal é muito bom!!!), Chak e Buika.
Não sei se é porque gosto de vozes femininas, mas o CD dela foi o que mais me chamou a atenção. Eu nunca tinha ouvido falar, e acredito que muitos ou a grande maioria também não. Por isso me vi obrigado a apresentar-lhes a ela.
Vale muito a pena ouvir. Tenho certeza de que gostarão!
Para saber mais: www.buika.net

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Desabafo

Sabe... Eu pensei que a separação seria uma coisa muito triste, mas não! Acho que superei bem.
Eles se foram. Grandes amigos, companheiros mesmo. De várias idas e vindas. Companheiros da tristeza, das aflições, das angústias. Era neles que eu descontava minha raiva. E, sem reclamar, eles agüentavam bravamente.
Sinceramente, acho que amizade é isso. É muito fácil ter amigos que só sorriem.
Eles, sempre tão perto de mim, nunca reclamavam dos meus acessos de ignorância, ao contrário, sem dizer uma palavra sequer eles me deixavam feliz novamente. Bastava vê-los, saber que estavam perto de mim.
Aliás, se tive grandes amores (claro que não foram tantos assim), se fiz novos e bons amigos, a culpa é toda deles. Eles me apresentavam às pessoas de uma forma tão bonita que eu não precisava fazer muito (sem falsa modéstia).
Eles eram um máximo! Não conheci ninguém que não tenha gostado deles. Sério! Nunca vi uma união tão bonita quanto a nossa. Quem me conhece, sabe o quanto sou grato por tudo que eles fizeram por mim. Devo muito a eles...
E como eu disse no começo deste texto, acho que superei bem a perda. Tudo nessa vida há um começo e um fim. Tomamos rumos diferentes. Carecemos de mudanças, sempre. Isso é normal! E com amizade funciona assim também. Claro que grandes amizades não terminam de uma hora para outra (caso isso aconteça, desconfie desses amigos).
Eles tiveram que ir. Eu entendo. Restaram as boas lembranças.
Nunca pensei que fosse sentir tanta falta deles.

Aos meus cachos.