terça-feira, 26 de maio de 2009

Desabafo nº 4

Eu tentei (juro!) não falar nisso, mas foi mais forte que eu.
Pela 1º vez, em toda a minha vida, e eu disse: EM TODA MINHA VIDA, terei um Dia dos Namorados.

Tudo bem que acabei de completar 22 anos e que não vivi muito coisa. Mas tive poucas paixões, umas quatro talvez. Não sou daqueles que namora cinco por ano e que considera uma semana de convivência um namoro.

Ta dando pra entender? Eu explico!

Eu cresci no tempo em que ficar já era moda (e eu já abusei dessa moda. Mas ficar é ficar, não é? Nada de relacionamento sério!) e que namoros vêm e vão à mesma velocidade em que você baixa filmes pela internet. Sim! Vocês hão de convir comigo que é assim! A coisa banalizou tanto que não precisa ter intimidade, envolvimento, seja lá o que for para namorar alguém. Gostou, leva!

Podem me chamar de moralista, antiquado, blá, blá, blá. Mas para mim as coisas não funcionam assim. Tem que ter o algo a mais. É preciso agradar aos olhos e preencher a mente.

Parecia ebó(rs)! Os meus antigos namoros, ou começaram depois do mês de junho, ou terminaram antes que ele chegasse. Cruzes! Começava achar que o problema era comigo. Parecia uma crise do mês de junho. Acho que dá última vez, em 2008, eu até esperava por isso. E não deu outra: o mês de maio chegou e o namoro foi por água abaixo.

Enfim... A questão é que finalmente, tenho o prazer de planejar algo a dois, só nosso. Isso é importante, faz falta.
Não sou do tipo caçador, como disse o Klero, na ótima série que está rolando no seu blog.

Muitos vão dizer que isso é uma tremenda bobeira, que é uma data comercial feita para que nós, meros mortais apaixonados, gastemos todo nosso dinheiro. Para uns funciona assim!

Comigo é diferente.

Não quero entupir ninguém de presentes e falar “eu te amo” inadvertidamente durante todo o dia 12 (acho isso um porre! Eu te amo não é bom-dia, e eu concordo). Quero é ficar com cara de bobo, quero o olho no olho, os beijos apaixonados, os abraços apertados, jogar conversa fora, deitar juntinho e dormi de conchinha(rs).

Quem não quer isso!? Agora eu vou ter!

PS: O sorriso não saiu nem um minuto do rosto enquanto escrevia esse texto. Só de pensar naquele rostinho lindo já me faz bem!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Que livro sou eu?

Como já disse no post anterior, fuçar blogs tem sido o melhor passatempo. Tenho lido ótimas coisas e descoberto outras interessantes, como o teste: "Que livro nacional é você?", nesse espaço bacana.

Confesso que a descrição está muito próxima deste que vos fala, principalmente na parte que diz respeito ao sentimento de exclusão e/ ou solidão. Talvez escreva sobre isso! Talvez...

"O vampiro de Curitiba", de Dalton Trevisan

Descolado, objetivo e realista. Cult. Você deve se sentir mais à vontade longe de shoppings, da TV e de qualquer coisa que grite “cultura de massa”. Nada de meias palavras: a elas, você prefere o silêncio. Você não vê o mundo através de lentes cor-de-rosa, muito pelo contrário. Procura ver o mundo como ele é, entendê-lo, senti-lo. Às vezes, bate até aquele sentimento de exclusão, ou de solidão. Mas é o preço que se paga por ser um pouco "marginal". Não se preocupe, pois você atrai a admiração de pessoas como você: modernas no melhor sentido da palavra.

Em "O vampiro de Curitiba" (1965), Nelsinho protagoniza uma variedade de contos, nos quais ele busca satisfazer sua obsessão sexual vagando pelas ruas de Curitiba - paralelamente, esta cidade de contrastes se revela ao leitor. A temática e a forma já denunciam: este não é um livro para qualquer um. Tem que ter cabeça aberta para enfrentar a linguagem nua e crua de Trevisan, que é reverenciado pelo leitor capaz de driblar velhos ranços burgueses.

Já quero ler!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Então...

Para se ter um blog basta ter vontade. E isso não é difícil de perceber haja vista a imensidão dos que já existem e daqueles que são criados todos os dias. De todos os assuntos, interessantes ou não; cores, nomes, criativos e outros nem tanto.

O interessante é constatar que as pessoas descobriram que essa ferramenta abre caminhos para ser ouvido e para ter olhos interessados em opiniões compromissadas apenas com o pensamento dos seus donos, em uma rede que, simplesmente, tem um alcance mundial. Sim! Isso é óbvio. Mas quando penso nisso a sensação de liberdade vem à tona.

Isso! Liberdade de expressão em um país que os grandes grupos de comunicação veiculam o que querem e tratam o seu espectador como meros espectadores, alienados, acéfalos. Mas não vou falar sobre isso.

O que me fez voltar a escrever aqui (não que eu tenha largado o blog de mão, só não sentia vontade de escrever de novo) é exatamente a leitura de outros blogs. Poucas coisas me emocionaram, comoveram. Porém, alguns poucos conseguiram arrancar gargalhadas (daquelas que fazem sair lágrimas dos olhos) e me fizeram refletir sobre situações, que por acaso fazem parte do meu cotidiano. De política até aqueles de estórias de loucas travestis – que por sinal são muito bem contadas – fica fácil perceber como alguns desses conseguem ter um público tão fiel.

Acredito que o meu não desperte tanta vontade de ler (eu precisava assumir isso), não tenho um layout muito bacana, as histórias não são muito interessantes. Não tenho vontade de montar um diário online para que todos leiam e dêem (isso mesmo, com circunflexo. Ainda uso a norma antiga!) suas opiniões sobre uma vida que nem fazem idéia de quem seja. Como não tenho um período de certo entre uma postagem e outra, não escolhi um só tema para tratar.

Enfim... Não sei do que se trata meu blog. Só sei que é bom ter um!

E como já disse outras vezes, sempre reverenciarei a criatividade do brasileiro. Os blogs só me fazem, cada vez mais, reafirmar isso.

PS: Post para voltar a ter vontade de escrever.