sexta-feira, 19 de junho de 2009

1987 bombou!


Adoro essas listas que aparecem na rede! Fico pensando o que leva essas pessoas ao árduo trabalho de pesquisar, montar o site, colocar os links... E nesse caso, não é qualquer lista não! São as 100 mais dos últimos 100 anos!!! Tem noção do que é isso? Cem músicas para cada um dos cem anos. Fiquei espantado: com o site(mas tudo bem...) e a lista!

Mas o melhor não é isso. A graça está em saber o que tocava no ano em que você nasceu! É muito bom.

Clicando no meu ano de nascimento, percebo o quão importante ele foi para a música brasileira e internacional. São tantos sucessos, muitos dos quais não poderíamos viver sem. Tipo, “O amor e poder” de Rosana. Quem não se lembra dessa! E o que seria de nós, sem “Pinga ni mim”, de Sérgio Reis e “Vá com Deus”, na voz de Roberta Miranda (Essa é muito boa! Sério!). Para fazer a festa das coletâneas de Love Songs de hoje o White Snakes lançava “Is this Love” - muitas criancinhas foram feitas ao som dessa música. E “La Bamba”! Quem nunca dançou que atire a primeira pedra.

Ah! Eu pergunto: O que seria de nós!?

A década de 80 foi bastante produtiva. Aliás, produtiva até demais. Clássicos foram lançados, artistas fizeram seu debut e consolidaram suas carreiras nessa mesma década, mas em contrapartida muita coisa ruim foi feita! Enfim... Uma década efervescente(adoro esse adjetivo!).

E brincadeiras à parte, Tia Madonna lançou “Open your heart”, “La isla bonita”. George Michael lançou “I want sex” e Michael Jackson quebrava paredes e arrancava grades de velhos estacionamentos ao som de “Bad”! Lembram do clipe?

Por aqui, o Titãs ainda era uma banda boa de Rock e pôs para tocar “AAUU” e “Homem Primata” do excelente Cabeça Dinossauro. E a Kátia Flávia, aquela do Fausto Fawcett... Aquela louraça Satanás, gostosona e provocante, que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas... Ela já se escondia em Copacabana.rs! Elis acompanhava Adoniran Barbosa em “Tiro ao Álvaro”, Cazuza mostrava a delicadeza de “Codinome Beija-Flor” e a Legião Urbana tocava Faroeste Caboclo. Confesso que não sou muito de Legião, mas respeito e reconheço (claro!) o sucesso da banda.

Fico feliz em saber que, além do meu nascimento, outras coisas importantes(rs!) estavam sendo feitas e produzidas, principalmente em relação à música. Há quem não goste do que eu citei - ou pelo menos finge que não gosta. Mas quem nasceu nessa época, mesmo que tenha vivido um pouquinho nela como eu, tem um “Q” de nostalgia a mais e adora celebrar cantando Wando, com muito fogo e paixão!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dessas coisas que não se explicam

Quem mora na cidade de Belo Horizonte, carinhosamente apelidada por nós, de roça grande, sabe muito bem o porquê dessa alcunha. Se você tem parentes no interior vai entender melhor. Já viu que todo mundo nesses lugares se conhece? Que sempre existe um parentesco entre eles, mesmo que seja do tipo: primo-do tio-do avô?

BH é assim! Claro que não exatamente em laços co-sanguíneos. Porém, sempre haverá alguém que lhe conhece e que conhece aquela amiga do namorado de fulano que também é seu amigo.

Onde quero chegar com isso? Calma aí!

Não sou muito regular com o meu horário de chegar ao trabalho(não me orgulho disso, viu?) e quando me atraso um pouco mais para pegar o ônibus, deparo-me, quase sempre, com uma personagem, digamos, excêntrica.

Sempre de cara fechada, não sei se é porque só o vejo de manhã, ele pega o ônibus com a mesma cara blasé, sempre vestido com roupas escuras, como se não quisesse ser percebido por ninguém(mal sabe ele que acontece o contrário). Às vezes ou na maioria das vezes, fica em pé. Já até sentou ao meu lado, mas com o olhar sempre em um ponto fixo, longe dali. Parece não se permitir olhar pro lado(pode ser só impressão minha).

Até então, nada demais. Tinha minhas impressões - não as confundam com julgamentos, por favor. É que pessoas assim, me despertam um certo fascínio. Dá vontade de desvendá-las, de sair perguntando sobre sua vida, de saber das angústias...

Mas e quando você fica sabendo que essa pessoa já beijou o seu namorado? Putz! Não podia ser qualquer outra pessoa. Tinha que ser logo o cara do ônibus. Em um primeiro momento, a coisa muda totalmente de figura. Você começa a enxergar a pessoa como uma possível ameaça(coisa de gente louca isso!), e o que era fascínio se torna quase repulsa. Começa a pesquisar sobre a pessoa e encontra blogs, twitter, flickr e etc...

Claro! Depois de algumas indiretas, diga-se de passagem, bem diretas, para o amado, você percebe que não houve nada além daquilo. Que não passou de uma noite, enfim... Mas o circo já está armado. A curiosidade já foi aguçada. E como eu não morro com ela, prefiro matá-la a cajadadas.

Depois de ver todas as fotos(até que tem bons olhos), paro nos textos. E surpresa... Não é que ele escreve bem e que toda aquela impressão que tive anteriormente se concretiza com a leitura! Fiquei pasmo! Ele é mais ou menos o que eu acreditava que ele fosse. O sentimento de ameaça, num súbito, se tornou “admiração”. Li todo o blog, acho. Um deles. E o que antes era uma caça do que aconteceu aquela noite(que parece não ter tido a menor importância), virou entretenimento.

Vai entender... Acho até que ele escreveu sobre mim! Adoraria a confirmação disso.rs

Amor mais que discreto

Talvez haja entre nós o mais total interdito
Mas você é bonito o bastante
Complexo o bastante
Bom o bastante
Pra tornar-se ao menos por um instante
O amante do amante
Que antes de te conhecer
Eu não cheguei a ser

Eu sou um velho
Mas somos dois meninos
Nossos destinos são mutuamente interessantes
Um instante, alguns instantes
O grande espelho

E aí a minha vida ia fazer mais sentido
E a sua talvez mais que a minha,
Talvez bem mais que a minha
Os livros, filmes, filhos ganhariam colorido
Se um dia afinal eu chegasse a ver que você vinha
E isso é tanto que pinta no meu canto
Mas pode dispensar a fantasia
O sonho em branco e preto
Amor mais que discreto
Que é já uma alegria

Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu agora, seu antes, seu depois
Sem ser remotamente
Se quer imaginadoSe quer imaginado
Se quer
Por qualquer de nós dois

*Composição de Caetano Veloso

Sobre o meu 1º dia dos Namorados!


Tá! Confesso que tenho uma mania(inconsciente) de “glamourizar” tudo e criar uma expectativa tão grande em cima daquilo que ao final das contas chego a me decepcionar. Não que eu tenha me decepcionado, mas não foi como imaginei.

O dia 12 foi comum. Ficamos juntos todo o tempo e a noite, como outro dia qualquer, saímos, jogamos conversa fora, falamos da vida, relembramos momentos da infância, situações engraçadas, mas tudo isso em companhia de nada mais, nada menos do que minha sogra e cunhada! Sim! Meu Valentine’s Day foi ao lado da minha hilária e querida sogra! Não estou fazendo média, não (afinal nem sei se ele lê o meu blog). Foi interessante. Ela, minha sogra, tem um senso de humor e crítico únicos.

Por mais que isso possa parecer estranho, juro que não me incomodei com a situação. Como eu não em importo com formalidades, não esperava um convite para jantar num restaurante chique, declarações de amor eterno(acho uma baranguice!), enfim... Talvez não tenha sido um dia tão comum assim. Eu diria que foi... inusitado.

Fomos embora, dormimos juntinhos, acordamos, tomamos café na cama, passamos o dia 13 juntos novamente... Foi liiiiiindo!

Não foi como imaginei. Foi muito melhor!